OCUPAÇÃO ALEMÃ DA FRANÇA (PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL)



A França era aliada da Rússia e da Sérvia ficando, assim, pronta para o início do conflito contra o Império Alemão.


A Alemanha ocupou o Luxemburgo, a 02 de Agosto de 1914 e deu um ultimato à Bélgica neutral: que deixasse passar pelo seu território os exércitos Alemães a fim de invadirem a França ou sentiria ela mesma a invasão. Com a recusa dos Belgas, a Alemanha invade o país e declara guerra à França, a 03 de Agosto.


A Grã-Bretanha entra em guerra a 4 de Agosto, embora estivessem relativamente despreparados militarmente e, portanto, não poderia ajudar muito a França, até 7 de Agosto. Neste dia, as forças Francesas invadem a Alsácia.


Os alemães capturaram Bruxelas em 20 de Agosto e em pouco tempo tomaram posse de uma grande parte do norte da França. O plano original era continuar para sudoeste e atacar Paris por oeste.


A 24 de Agosto, os alemães entram na França, perto de Lille.


No início de Setembro, os Alemães encontravam-se a 40 quilómetros de Paris e o governo Francês tinha-se mudado para Bordeaux. Os Aliados conseguem finalmente travar o seu progresso a nordeste de Paris, no rio Marne. Este foi o maior empurrão que os Aliados conseguiram consumar contra os Alemães a oeste durante toda a guerra.


A guerra na Frente Ocidental foi travada maioritariamente na França e caracterizou-se por batalhas extremamente violentas, devido ao uso, em grande quantidade, do mais recente equipamento militar destrutivo.


Ambos os lados escavaram, criando linhas de trincheiras lamacentas. Estas foram defendidas com cercas de arame farpado, minas terrestres, artilharia e metralhadoras assassinas. As trincheiras eram tão difíceis de atacar que as linhas de batalha congelaram, tornando-se num impasse. Em Novembro de 1914 estas estendiam-se desde a costa Belga à fronteira Suíça.


Enquanto Paris e a maior parte da França estava a salvo, quase toda a Bélgica e grande parte da fronteira norte da França permaneceu em mãos inimigas. As tropas alemãs estabeleceram o controlo com duras medidas repressivas, confiscando casas e propriedades para uso das tropas de ocupação, matando todos aqueles que resistissem.


A população foi usada para trabalhos forçados em benefício do esforço de guerra Alemão a troco de abastecimento alimentar inadequado. As minas a Norte, as fábricas, as propriedades e o caminho-de-ferro foram explorados e sistematicamente saqueados em benefício da Alemanha.



Principais Acontecimentos

Depois de completarem a ocupação da Bélgica em 20 de Agosto de 1914, as forças Alemãs moveram-se rapidamente sobre a França com dois exércitos. Enquanto os combates entre forças Francesas e Alemãs tinham lugar na região da Alsácia-Lorena no sudeste da França, a primeira frente conjunta Franco-Britânica contra a Alemanha ocorria perto da cidade de Mons ao longo da fronteira Franco-Belga, em 23 de Agosto de 1914.


Enquanto os exércitos Francês e Britânico tentavam deter o avanço dos Alemães, eram bombardeados ao mesmo tempo pelo pesado fogo de artilharia Alemã de longo alcance. Com as tropas alemãs ainda bem fora do alcance de suas próprias armas, as Potências Aliadas foram rapidamente forçadas a recuar. A retirada aliada durou duas semanas, permitindo aos alemães o avanço de mais de 120 quilómetros até o rio Marne, nos arredores de Paris. Para os alemães, o avanço não foi fácil. Ao retirar, os exércitos Francês e Britânico, aproveitavam cada oportunidade para lutar e para manter cada pedaço de terra, durante o tempo que pudessem.



A Primeira Batalha do Marne

A 4 de Setembro o recuo dos Aliados foi interrompido. As tropas exaustas Alemãs encontravam-se privadas de dormir face a uma frente ofensiva reforçada com militares recém-chegados de Paris. A 5 de Setembro inicia-se uma batalha decisiva que dura cinco dias. Mais de um milhão de soldados lutaram em cada lado, com os Aliados a fazerem frente às tropas Alemãs, determinados em impedir a queda de Paris.


A Batalha do Marne aconteceu entre 5 e 12 de Setembro de 1914. Teve como resultado a vitória dos Aliados contra o Exército alemão. A batalha terminou eficazmente o longo mês da ofensiva Alemã que deu início à guerra e que tinha chegado à periferia de Paris. O contra-ataque de seis frentes de batalha Franceses e uma frente do exército Britânico ao longo do rio Marne, forçou o Exército Imperial Alemão a abandonar os seus postos em Paris e no nordeste, preparando o palco para quatro anos de guerra das trincheiras na Frente Ocidental.


Como os alemães se dirigiam para o sudeste de Paris, abriram uma lacuna entre o Primeiro e Segundo Exército Alemão tendo, os comandantes Britânicos e Franceses, aproveitado a oportunidade para separar as forças Alemãs movendo-se para a brecha. Reservistas Franceses foram transportados para preencher a abertura usando táxis. Os Alemães nunca foram capazes de se reagrupar.



A Formação da Frente Ocidental

A 09 de Setembro de 1914, após quatro dias de intensos combates, as forças Alemães viram-se incapazes de manter sua posição no Marne e deram início à retirada. As Forças Britânicas e Francesas perseguiam obstinadamente os Alemães e foram capazes de os obrigar a retirar cerca de 45 milhas, pelo caminho de volta, o rio Aisne. Até esta altura, os Alemães conseguiram manter com sucesso a sua posição, tirando vantagem de uma linha suplementar. Seguiu-se um impasse, com nenhum dos lados capaz de fazer mover o outro. A frente ocidental que formou permaneceria centrada perto desta posição até ao fim da guerra.



A Batalha de Verdun

Esta batalha foi uma das maiores que se travaram durante a Primeira Guerra Mundial na Frente Ocidental. Travou-se entre os exércitos Alemão e Francês, entre 21 Fevereiro a 18 de Dezembro de 1916, no terreno montanhoso a norte da cidade de Verdun-sur-Meuse, no nordeste da França. A Batalha de Verdun terminou como uma vitória táctica Francesa. No entanto, pode-se igualmente considerar como um dispendioso empate estratégico. O Alto Comando Alemão não tinha conseguido atingir os seus dois objectivos: capturar a cidade de Verdun e de infligir um número muito maior de vítimas sobre o adversário Francês.


No final da batalha (Dezembro de 1916), o Segundo Exército Francês expulsou as forças Alemãs que estavam posicionadas à volta de Verdun, mas sem conseguir fazer recuar o Exército Alemão às suas posições iniciais de Fevereiro de 1916.



Batalha do Somme

A Batalha do Somme, também conhecida como a Ofensiva do Somme, ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial entre 1 de Julho e 18 de Novembro de 1916, no departamento do Somme, na França, em ambas as margens do rio com o mesmo nome.


A batalha consistia numa ofensiva perpetrada pelos exércitos Britânico e Francês contra o Exército Alemão, o qual, desde a invasão da França em Agosto de 1914, ocupava grandes áreas deste país.


A Batalha do Somme foi uma das maiores batalhas da Primeira Guerra Mundial; no fim dos combates. em finais do Outono de 1916, as forças envolvidas tinham sofrido mais de 1 milhão de vítimas, tornando-se numa das mais sangrentas operações militares jamais registadas.



A Segunda Batalha do Marne

A Segunda Batalha do Marne ou a Batalha de Reims, entre 15 de Julho a 6 de Agosto de 1918, foi a última grande ofensiva da Primavera Alemã na Frente Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial. O ataque Alemão falhou quando um contra-ataque dos Aliados, liderado por forças Francesas e Norte-Americanas, destroçou os alemães, infligindo-lhes pesadas baixas.



O Fracasso do Plano Schlieffen

A abortada invasão Alemã da França, apesar de decorrido apenas um mês desde o início da Guerra, marcou um ponto de viragem. Embora a I Guerra Mundial continuasse por mais quatro anos, este primeiro avanço falhado é frequentemente citado como o ponto de partida para a derrota da Alemanha na Guerra, na qual tinha entrado com tanta confiança. Definitivamente incapaz de conquistar a França, a Alemanha viu-se atolada em várias frentes de Guerra.


O Plano Schlieffen, segundo o qual a Alemanha teria que atacar e derrotar rapidamente a França antes que a Rússia se pudesse mobilizar e atacar a Alemanha, tinha fracassado. Os líderes militares Alemães, incapazes de readaptar a sua estratégia à nova situação, depararam-se com uma longa e extensa guerra numa frente entrincheirada.



A França no final da Primeira Guerra Mundial

Os termos da paz foram acordados no Tratado de Versalhes, em 11 de Novembro de 1918, em grande parte negociados por Georges Clemenceau, para os assuntos Franceses.


A Alemanha foi obrigada a assumir a responsabilidade total da guerra e para pagar as respectivas compensações.


O território industrial Alemão Saar Basin, uma região de carvão e aço, foi ocupado pela França.


As colónias Africanas Alemãs foram divididas entre a França e a Grã-Bretanha, como é o exemplo dos Camarões Alemão.


Alsácia-Lorena foi devolvida à França e o Império Alemão perdeu territórios orientais, como o Corredor de Danzig.


A guerra trouxe grandes perdas de tropas e recursos. Os combates em grande parte em solo francês, resultaram em cerca de 1,4 milhões de Franceses mortos, incluindo civis.


Do que sobrou do Império Otomano, a França obteve o Mandato da Síria e o Mandato do Líbano.


Bibliografia: Artigo baseado nos Sites "Sparknotes" e Wikipédia