1930 - Presidentes Alemães.

1930 (Reimpressão) - Voo do Dirigível 'Graf Zeppelin LZ 127' pela América do Sul.

1930 - Edifícios.

1930 - Retirada das Forças Aliadas da Renânia.

1930 - Exposição Internacional de Filatelia, em Berlim (IPOSTA).

1930 - Caridade Alemã - Edifícios.

1930 - Selos Oficiais.

Friedrich Ebert
1930 - 435 (Michel)

1930 - 436 (Michel)

Paul von Hindenburg
1930 - 437 (Michel)

1930 - 438 (Michel)

1930 - 439 (Michel)

1930 - 440 (Michel)

Friedrich Ebert
1930 - 444 (Michel)

Paul von Hindenburg
1930 - 445 (Michel)

Aachen Cathedral
1930 - 446 (Michel)

Brandenburg Gate
1930 - 447 (Michel)

Marienwerder Castle and Cathedral
1930 - 448 (Michel)

Burkhard on the main Bridge in Wurzburg
1930 - 449 (Michel)

Aachen Cathedral
1930 - 450 (Michel)

Brandenburg Gate
1930 - 451 (Michel)

Marienwerder Castle and Cathedral
1930 - 452 (Michel)

Burkhard on the main Bridge in Wurzburg
1930 - 453 (Michel)

1930 - OF125 (Michel)

1930 - OF126 (Michel)

DIRIGÍVEL ZEPPELIN


O Zepelim é um tipo de dirigível rígido concebido pelo Conde alemão Ferdinand von Zeppelin, no início do século XX.


O dirigível foi concebido tendo por base os desenhos que ele havia delineado em 1874 e detalhado em 1893. Os seus planos foram revisados pela comissão em 1894 e patenteados nos Estados Unidos a 14 de Março de 1899. Dado o enorme sucesso dos desenhos de Zeppelin, o seu apelido passou a designar todos os dirigíveis rígidos.



Antes da I Guerra Mundial


Foram construídos 21 dirigíveis Zepelim (LZ 5 a LZ 25). Em 1909 o LZ 6 foi usado, pela primeira vez, para transporte comercial de passageiros. A primeira companhia aérea do mundo, a recém-formada "DELAG", comprou em 1914 um total de sete Zepelins.


Sete dos 27 até então construídos ficaram destruídos em acidentes, ocorridos principalmente durante o seu transporte. No entanto, não se contaram vítimas nestes acidentes. Todos juntos, os dirigíveis viajaram cerca de 200.000 quilómetros e transportaram cerca de 40.000 passageiros.


O Exército e a Marinha alemã compraram, então, 14 zepelins.


Em 1914, os Zepelins tinham um comprimento de 150 a 160 metros e volumes de 22,000-25,000 m3, o que lhes permitia transportar cargas de cerca de 9.000 kg.


Para se deslocarem dispunham de três motores "Maybach" com cerca de 400-550 cavalos e 300 a 410 kW cada, atingindo velocidades de até 80 quilómetros por hora.



Durante a I Guerra Mundial


Os Zepelins foram usados como bombardeiros durante a Primeira Guerra Mundial.


No início do conflito, o comando alemão tinha grandes esperanças na sua aplicação militar, pois os dirigíveis pareciam ter grandes vantagens sobre as aeronaves contemporâneas - eram quase tão rápidos, carregavam muito mais armas, tinham uma maior capacidade de transporte de bombas, um raio de acção superior e maior resistência e robustez. No entanto, a sua grande fraqueza era a sua vulnerabilidade a munições incendiárias.


Os dirigíveis alemães foram operados tanto pelo Exército como pela Marinha alemã. O uso principal da nave foi de reconhecimento sobre o Mar do Norte e do Báltico, onde tinham como função principal observar as movimentações inimigas e guiar os navios de guerra alemães na intercepção aos navios aliados.


A Marinha e o Exército alemão também dirigiram uma série de ataques estratégicos contra a Grã-Bretanha, liderando o caminho para técnicas de bombardeamento aéreo, obrigando assim os britânicos a reforçar as suas defesas anti-aéreas.


A possibilidade de ataques levados a cabo pelos dirigíveis foi aprovada pelo Kaiser alemão, em 19 de Janeiro de 1915, embora com exclusão de Londres como alvo, exigindo ainda que os ataques não fossem efectuados sobre prédios históricos, edifícios governamentais ou museus.


Os ataques nocturnos foram destinados exclusivamente a instalações militares na costa leste e em torno do estuário do Tamisa.



O progresso tecnológico


À parte das questões estratégicas, a tecnologia Zepelim melhorou consideravelmente, como resultado das necessidades e solicitações militares devido à guerra.


Os projectos pré-guerra denominados "classe M" foram rapidamente ampliados, primeiro para 160 metros de comprimento, em estrutura de duralumínio de "classe P", o que aumentou a capacidade de gás de 25.000 m3 para 32.000 m3, introduziu um nova gôndola totalmente fechada e motores extra. Essas modificações adicionaram 610 metros ao limite máximo de altitude de navegação, melhorou em mais de 10 km/h na velocidade máxima, aumentou o conforto da tripulação e, consequentemente, a sua capacidade de resistência.


m 1916, a Companhia Zepelim abriu várias sucursais em torno da Alemanha, conseguindo efectuar entregas de aeronaves de cerca de 200 metros de comprimento, algumas até com mais, e com volumes de 56,000 a 69,000 m3.


Estes dirigíveis da "classe-M" podiam transportar cargas de 3 a 4 toneladas de bombas e atingir velocidades de 100 a 130 Km/h com seis motores de 260 cv e 190 kW cada.


Para evitar as defesas inimigas, como os aviões britânicos, armas e holofotes, os Zepelins passaram a conseguir voar a altitudes muito maiores, de até 7.600 metros de altitude, e serem capazes de efectuar voos de longo alcance.


A exemplificar essas novas capacidades, temos o exemplo do L.59 LZ.104, com sede em Yambol, Bulgária, que foi enviado para reforçar as tropas na África Oriental Alemã (actual Tanzânia), em Novembro de 1917. O navio não chegou a tempo e teve que regressar após ter sido informado da derrota alemã levada a cabo por tropas britânicas. No entanto, o dirigível tinha já efectuado 6.757 quilómetros em 95 horas, estabelecendo um novo recorde de voo de longa distância.



Final da guerra


A derrota alemã na guerra também marcou o fim dos dirigíveis militares alemães pois os os países vitoriosos exigiram um desarmamento total das forças aéreas alemãs e a entrega das aeronaves restantes como indemnização. Vários artigos do Tratado de Versalhes tratam explicitamente de assuntos relacionados apenas com a posse dos dirigíveis.



Após a Primeira Guerra Mundial


O Conde von Zeppelin morreu em 1917, antes do final da guerra. O Dr. Hugo Eckener, um homem que há muito tempo imaginava os dirigíveis como navios de paz e não de guerra, assumiu o comando da empresa "Zeppelin".


Com o Tratado de Versalhes e tendo batido o seu concorrente "Schütte-Lanz", a empresa "Zeppelin" e "DELAG" esperava retomar os voos civis rapidamente. Na realidade, apesar das consideráveis dificuldades, completou a construção de dois pequenos Zepelins: o LZ 120 "Bodensee", que voou pela primeira vez em Agosto de 1919 e nos dois anos seguintes, transportando efectivamente cerca de 4.000 passageiros, e o LZ 121 "Nordstern", que estava previsto ser utilizado numa rota regular para Estocolmo.


No entanto, em 1921, as potências aliadas exigiram que esses dois Zepelins fossem entregues, a título de reparações de guerra.


Outro projectos Zepelim não puderam ser realizados, em parte devido à interdição dos Aliados. Este facto suspendeu temporariamente a presença dos Zepelins na aviação alemã.


Eckener e os seus co-trabalhadores recusaram-se a desistir e a ficar a olhar para os investidores e procuraram uma forma de contornar as restrições aliadas. A oportunidade veio em 1924, quando os Estados Unidos começaram a fazer experiências com balões dirigíveis rígidos, construindo um e adquirindo outro ao Reino Unido.


Nestas circunstâncias, Eckener conseguiu adquirir uma encomenda por parte dos americanos. A Alemanha teria que pagar os custos da aeronave em si, atendendo aos custos calculados em termos da reparação de danos de guerra, mas para a empresa "Zeppelin" esse era um problema secundário. Assim, o engenheiro, Dr. Dürr projectou o LZ 126 e, usando toda a experiência acumulada ao longo dos anos, alcançou o seu melhor Zepelim de sempre. O baptismo de voo realizou-se em 27 de Agosto de 1924.


Nenhuma empresa de seguros estava disposta a segurar o voo deste navio até Lakehurst, E.U.A., dado que envolvia um voo transatlântico. Eckener, no entanto, estava tão confiante no novo navio que estava pronto a arriscar a totalidade do capital de negócios e em 12 de Outubro às 07:30, hora local, o Zepelim descolou com destino aos E.U.A. sob o seu comando. A sua fé não foi defraudada e o navio terminou os seus 8.050 km de viagem sem dificuldades ao fim de 81 horas e dois minutos. As multidões americanas celebraram entusiasticamente a chegada e o presidente, Calvin Coolidge, recebeu o Dr. Eckener e a sua equipa na Casa Branca, afirmando que o novo Zepelim era um "anjo da paz".


Com a sua nova designação, ZR-3 USS "Los Angeles", o ex-LZ 126 tornou-se o dirigível americano mais bem sucedido. Operou de forma confiável durante oito anos até que foi aposentado, em 1932, por razões económicas. Foi desmantelado em Agosto de 1940.


Com a entrega do LZ 126, a empresa "Zeppelin" reafirmou a liderança mundial na construção de dirigíveis rígidos. No entanto, adquirir os fundos necessários para o projecto seguinte foi um problema dada a difícil situação económica do pós-Segunda Guerra na Alemanha. Levou a Eckener dois anos de trabalho e publicidade para garantir a realização do LZ 127.


Mais dois anos se passaram até que em 18 de Setembro de 1928 o novo dirigível, baptizado "Graf Zeppelin" em honra do Conde inventor, voou pela primeira vez. Com um comprimento total de 236,6 metros e um volume de 105.000 m3, foi o maior dirigível à época.


Eckener tinha o objectivo de completar o sucesso da embarcação com a construção de outra similar e para isso projectou o LZ 128. No entanto, o terrível acidente do dirigível de passageiros britânicos R101 em 05 de Outubro de 1930, levou a empresa "Zeppelin " a reconsiderar a segurança dos navios a hidrogénio, tendo o projecto sido abandonado em favor de um novo projecto.


O LZ 129 iria ser um avanço significativo na tecnologia Zepelim dado estar previsto enchê-lo com hélio inerte.



Hindenburg, final de uma era


Após 1933, o aparecimento do Terceiro Reich na Alemanha começou a ofuscar a empresa "Zeppelin".


Os nazis não estavam interessados nos ideais pacíficos de Eckener, mas tinham a noção da utilidade dos Zepelins em combate e, assim, decidiram concentrar-se na tecnologia do mais pesado que o ar.


Por outro lado também estavam ansiosos para explorar a popularidade dos dirigíveis na propaganda política.


Como Eckener se recusou a cooperar, Hermann Göring, o ministro da Força Aérea Alemã, formou uma nova companhia aérea em 1935, o "Deutsche Zeppelin-Reederei" (DZR), que assumiu a operação dos voos da aeronave. Os Zepelins passaram a exibir a suástica nazi nas suas caudas e, ocasionalmente, realizavam uma volta pela Alemanha para tocar música de marcha e efectuar discursos de propaganda para o povo a partir da embarcação.


A 4 de Março de 1936 o LZ 129 Hindenburg, assim baptizado por Eckener em homenagem ao ex-presidente da Alemanha, Paul von Hindenburg, fez seu primeiro voo.


O Hindenburg foi a maior aeronave já construída. No entanto, na nova situação política e devido a um embargo militar, Eckener não conseguiu obter o hélio necessário para inflar o balão. Apenas os Estados Unidos possuíam o gás raro em quantidades usáveis. Assim, no que mais tarde se provou ser uma decisão fatal, o Hindenburg foi enchido com hidrogénio inflamável.


Além das missões de propaganda, o LZ 129 começou a servir as linhas transatlânticas juntamente com o "Graf Zeppelin".


A 6 de Maio de 1937, quando pousava em Lakehurst, após um voo transatlântico, à vista de milhares de espectadores, a cauda do navio pegou fogo e, num segundo, uma explosão deixou o Hindenburg em chamas, matando 35 das 97 pessoas a bordo e um membro da equipa de terra.


A causa do incêndio nunca foi definitivamente determinada, sendo no entanto provável, que uma combinação entre um esvaziamento do hidrogénio, a partir de um saco de gás rasgado, e a electricidade estática formada na estrutura de duralumínio pelas vibrações causadas pela rotação rápida da aterragem, terão resultado no fogo que rapidamente se espalhou, a partir do seu ponto de partida na cauda do dirigível, para, em apenas 34 segundos se propagar a toda a embarcação.


Não apenas pelo naufrágio em si, embora este possa ter levado ao aparecimento de desconfianças no público, mas também devido à política e à guerra que se avizinhava, levou ao fim da era dos Zepelins. O "Graf Zeppelin" ainda completou mais alguns voos mas acabou por ser retirado um mês após o naufrágio do Hindenburg e acabou transformado em museu.


Após a invasão alemã da Polónia e com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1 de Setembro, a Luftwaffe confiscou o LZ 127 e LZ 130 mudando-os para um grande hangar para zepelins em Frankfurt. Juntamente foi levada a estrutura do LZ 131.


Em Março de 1940, Goering ordenou a destruição dos dirigíveis e o aproveitamento da estrutura em duralumínio para a indústria de guerra nazi. Em Maio deflagrou um incêndio nas instalações "Zeppelin" que destruiu a maioria das peças restantes. O resto das peças e materiais foram eliminados, não restando nenhum traço dos "gigantes do ar" alemães no final desse ano.


Bibliografia: Artigo baseado na Wikipédia

CATEDRAL DE COLÓNIA


A Catedral de Colónia é uma Igreja Católica, em Colónia, Alemanha. É a sede do arcebispo de Colónia e está sob a administração da arquidiocese dessa cidade.


É reconhecida como um monumento do Cristianismo, em particular do catolicismo alemão. É dedicada a São Pedro e à Virgem Maria.


A Catedral é Património da Humanidade e um dos mais conhecidos monumentos arquitectónicos da Alemanha sendo ainda um dos mais famosos símbolos da cidade de Colónia, descrita pela UNESCO como um trabalho "excepcional" do génio criativo humano. É visitada diariamente por 20.000 pessoas.


A construção da Catedral começou em 1248 e demorou, com algumas interrupções, até 1880 para ser concluída. O edifício tem 144,5 metros de comprimento, 86,5 metros de largura e as suas torres têm cerca de 157 metros de altura.


A Catedral é uma das maiores igrejas do mundo e a maior igreja gótica do Norte da Europa. Foi durante quatro anos, de 1880 a 1884, a estrutura mais alta do mundo, até à conclusão do Monumento de Washington. Tem também as segundas torres de igreja mais altas do Mundo sendo superada apenas pela torre única do Ulm Minster concluído apenas 10 anos depois, em 1890. Por causa das suas enormes torres gémeas também apresenta a maior fachada de igreja no mundo.



Tesouros


Um dos tesouros da Catedral é o altar-mor que foi construído em 1322. É feito em mármore preto, com uma sólida laje com 5 metros de comprimento formando o seu topo. A parte da frente e as laterais são cobertas com nichos de mármore branco onde se encontram figuras gravadas entre as quais a coroação da Virgem, ao centro.


A mais notável obra de arte da Catedral é o Santuário dos Três Reis, um grande sarcófago dourado que data do século XIII e o maior relicário do mundo ocidental. Acredita-se que contém os restos de Três Sábios, cujos ossos e roupas, com 2.000 anos de idade, foram descobertos durante a abertura do Santuário, em 1864.


Perto da sacristia encontra-se o mais conhecido sobrevivente da escultura proto-românica da Europa, um crucifixo em tamanho real esculpido em madeira de carvalho, com vestígios de pintura e douramento. Encomendado pelo Arcebispo Gero, nos anos 960-965, este exemplar é o mais antigo de tamanho considerável existente ao Norte dos Alpes e dos primeiros conhecidos neste tipo de escultura no Norte com origem no período medieval.


Na Capela do Sacramento encontra-se a Madona de Milão "Madonna Mailänder", que data de 1290, uma escultura de madeira representando a Virgem Maria e o menino Jesus.


O altar dos santos patronos de Colónia, com um retábulo do pintor gótico internacional, Stephan Lochner, está na Capela de Santa Maria "Marienkapelle". Outras obras de arte podem ser encontradas na Catedral. O altar também abriga as relíquias de São Hermengardo.



Lista de Património Mundial (Unesco)


Em 1996 a Catedral foi acrescentada à lista de Património Mundial da UNESCO, a qual contém os locais culturalmente importantes.


Em 2004 foi definida como "Património Mundial em Perigo" devido aos planos para a construção de um edifício alto nas proximidades, o que teria enorme impacto visual.


Finalmente foi retirada da lista de sites em Perigo, em 2006, na sequência da decisão das autoridades alemãs em limitar a altura dos edifícios construídos perto e ao redor da catedral.


Bibliografia: Artigo baseado na Wikipédia

RENÂNIA


Historicamente, a Renânia refere-se a uma região vagamente definida que abrangia as localidades situadas nas margens do rio Reno, na Europa central.


Mais recentemente, a Renânia (Rheinland em alemão) passou a ser o nome genérico dado às áreas da Alemanha situadas ao longo do médio e baixo Reno, na Alemanha, perto da fronteira holandesa. Para o Oeste estende-se até as fronteiras com o Luxemburgo, Bélgica e Países Baixos; no lado oriental só abrange as vilas e cidades ao longo do rio.


Com excepção do território do Sarre, esta área acima descrita corresponde ainda hoje ao território da Renânia actual. Entre as duas guerras mundiais, o termo "Renânia" foi usado para toda a zona ocupada e desmilitarizada a oeste do Reno, incluindo alguns locais situados nas margens orientais.


Após o colapso do império francês no início do século XIX, as regiões de língua alemã e holandesa no médio e baixo curso do Reno, foram anexadas ao reino da Prússia.


O governo Prussiano reorganizou o território como província do Reno, termo que ainda continua incluído nos nomes dos estados alemães da Renânia-Palatinado e Renânia do Norte-Vestfália.


Após a Primeira Guerra Mundial, no início do século XX, a parte ocidental da Renânia foi ocupada pelas forças da Entente, e mais tarde desmilitarizada de acordo com o Tratado de Versalhes.


Após o armistício de 1918, as forças aliadas ocuparam a Renânia, tendo como extremo a Oriente o rio e alguns pequenos pontos situados na margem leste, tal como Colónia.


Sob os termos do Tratado de Versalhes, de 1919, a ocupação manteve-se, tendo sido criada a Alta Comissão Inter-Aliada para a Renânia com o fim de fiscalizar todos os assuntos relacionados com a gestão e administração do território.


O tratado especificou três zonas de ocupação que deviam ser evacuadas pelas tropas aliadas cinco, dez e, finalmente, 15 anos após a ratificação formal do tratado que teve lugar em 1920, prevendo, assim, que a ocupação pudesse durar até 1935.


Na verdade, as últimas tropas aliadas saíram da Alemanha cinco anos anteriores a essa data, em 1930, numa reacção de boa-vontade para com a política de reconciliação adoptada pelo governo da República de Weimar, na época de Gustav Stresemann, de acordo com o Pacto de Locarno.


O Tratado de Versalhes também especificou a desmilitarização de toda a área para permitir uma distância de segurança entre as forças da Alemanha de um lado, e da França, Bélgica e Luxemburgo (e em menor medida, os Países Baixos), do outro lado. Na prática, significava que nenhuma força alemã era permitida nesses territórios depois da retirada das forças aliadas. Além disso, o tratado permitia a reocupação por parte dos Aliados (na perspectiva alemã isto seria insuportável), da Renânia, se houvesse por parte da Alemanha qualquer violação do tratado.


Violando o Tratado de Versalhes e o espírito do Pacto de Locarno, a Alemanha nazi voltou a ocupar a Renânia, no Sábado, 7 de Março de 1936. A ocupação foi feita com muito pouca força militar, tendo as tropas entrado em bicicletas e nenhum esforço foi feito para as deter.


A França não pôde actuar devido à instabilidade política que vivia na época, e, como a ocupação ocorreu num fim-de-semana, o Governo britânico não pode discutir as acções a serem tomadas até à Segunda-Feira seguinte. Como resultado, os governos estavam inclinados a observar a ocupação como um facto consumado.


Hitler assumiu o risco quando enviou as suas tropas para a Renânia. As ordens eram para "voltar para trás e não resistir", caso o exército francês oferecesse oposição. Os franceses, no entanto, não tentaram detê-los porque estavam num período eleitoral e o presidente decidiu não arriscar o início de uma nova guerra com a Alemanha.


O governo britânico não se opôs ao acto, em princípio, por sentir, tal como afirmou Lord Lothian que "os alemães, afinal, só vão para o seu próprio quintal". No entanto, rejeitaram a forma como os nazis realizaram a reocupação do território.


Winston Churchill defendeu uma acção militar, através da cooperação entre britânicos e franceses.


A ocupação da Renânia foi favorecida em grande parte pela população local, devido a um ressurgimento do nacionalismo alemão e amargura pela forma como tinha decorrido a ocupação Aliada da Renânia, até 1930, na maioria dos territórios, e no Sarre, até 1935.


Um efeito colateral das ocupações francesas foi a descendência resultante entre soldados franceses e locais alemãs. Essas crianças, que eram vistas como "poluição" francesa deixada na cultura alemã, foram rejeitadas pela vasta sociedade alemã e eram conhecidos como os bastardos da Renânia. As crianças, filhos de soldados do exército colonial francês de ascendência africana, foram especialmente desprezadas e tornaram-se alvos de programas de esterilização, na década de 1930, levados a cabo pelo regime nazi.


Hoje, o alemão é a terceira língua oficial, juntamente com o francês e holandês.


Bibliografia: Artigo baseado na Wikipédia

PRESIDENTE FRIEDRICH EBERT


(04 Fevereiro 1871 – 28 Fevereiro 1925)


Friedrich Ebert foi um político alemão do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD).


Envolveu-se na política como sindicalista e social-democrata, e cedo se tornou num líder da ala "moderada" do Partido Social Democrata, secretário-geral em 1905 e presidente do partido em 1913.


Em 1912 foi eleito como membro do Reichstag (parlamento da Alemanha), pelo círculo eleitoral de Elberfeld-Barmen (agora parte de Wuppertal).


Em Agosto de 1914, Ebert levou o partido a votar, quase por unanimidade, em favor de empréstimos de guerra, argumentando que era necessária uma medida patriótica de defesa, principalmente contra o regime autocrático do Czar da Rússia.


A posição do partido, sob a liderança de Ebert e outros "moderados" como Philipp Scheidemann, estes a favor da guerra, e tendo como objectivo uma paz de compromisso, levou a uma cisão com os radicais contra a guerra, deixando o SPD, no início de 1917, para formar o USPD.


Por razões semelhantes, vários membros de esquerda do parlamento já se tinham distanciado do partido em 1916. Mais tarde, apelidar-se-iam de "Espartaquistas".


Quando Ebert foi eleito como líder do SPD após a morte de August Bebel, os membros do partido do SPD estavam profundamente divididos por causa do apoio do partido para a I Guerra Mundial.


Ebert apoiou a Burgfrieden e tentou isolar os opositores à guerra no partido. Após a guerra e o fim da monarquia, foi eleito como o primeiro presidente da Alemanha em 1919 até à sua morte, no seu escritório.


Antes de ser eleito como presidente, ele foi chanceler nos últimos meses do Império Alemão.


Após de ter sido anunciado como novo presidente, o governo interveio juntamente com o exército e os Freikorps da ala direita, contra a ala esquerda e os revoltosos, resultando na morte de vários políticos da esquerda e o fim da parceria do SPD na governação com o Partido Democrático Independente da Alemanha (USPD).


Depois disso, ele alterou a sua política para "uma política de compensação", entre a esquerda e a direita, entre os trabalhadores e as empresas. Para o conseguir, teve que adoptar uma política de frágeis coligações.


Como resultado, surgiram alguns problemas, por exemplo: o SPD tinha acordado, durante a crise de 1923, com a prorrogação do tempo de trabalho sem pagamento extra para os trabalhadores, mas os partidos conservadores não concordaram com a introdução de impostos para os ricos como compensação.


Ataques maldosos dos adversários de direita a Ebert, incluindo a difamação e o ridículo, estes muitas vezes tolerados ou mesmo apoiados pelo Poder Judiciário quando o presidente voltou para os tribunais.


A necessidade constante de se defender contra os ataques também se reflectiu na sua saúde.


Ebert falece a 28 de Fevereiro de 1925, com 54 anos.


A sua morte, que levou o monarca Paul von Hindenburg, seu simpatizante, a Presidente, é visto como uma importante quebra na República de Weimar, a qual terminou pouco tempo depois.



Fundação Friedrich Ebert


A Fundação Friedrich Ebert é uma fundação política alemã associada ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e a organização mais antiga da Alemanha.


A política de compensação de Ebert na República de Weimar é vista como um arquétipo importante no SPD. Hoje, é a maior e a mais antiga fundação da Alemanha, promovendo, entre outras coisas, a democracia, a política educacional e os melhores alunos, pelos seus excelentes níveis intelectuais e de personalidade.


Fundada em 1925 como legado político de Friedrich Ebert, primeiro presidente alemão democraticamente eleito, é a maior e mais antiga das fundações associativistas alemãs.


Presentemente, o actual presidente da FES é Anke Fuchs e está sediada em Bona e Berlim, tendo escritórios e projectos em mais de 100 países.


Bibliografia: Artigo baseado na Wikipédia

PRESIDENTE PAUL VON HINDENBURG


(2 Outubro 1847 – 2 Agosto 1934)


Paul Ludwig Hans Anton von Beneckendorff und von Hindenburg nasceu em Posen na Prússia e foi incorporado no exército prussiano em 1866, onde esteve cerca de 40 anos, servindo na Guerra das Sete Semanas e na Guerra Franco-Prussiana.


Detentor de uma carreira honrosa, mas sem grande relevo militar, serviu na Guerra Austro-Prussiana de 1866 e na Guerra Franco-Prussiana de 1870-71, passando à situação de reserva em 1911.


No início da Primeira Guerra Mundial, em Agosto de 1914, foi convocado para comandar o 8º Exército Alemão na fronteira russa, como oficial superior de Erich Ludendorff, um talentoso estratega militar. Com o êxito obtido por Ludendorff na invasão da Rússia, Hindenburg é nomeado Marechal de Campo e Comandante das Forças Terrestres Alemãs.


Supervisionou a mobilização de todo o estado Alemão para a guerra, tornando-se imensamente popular em todo o país. O Kaiser Wilhelm II passou para segundo plano.


Após o fim da guerra, Hindenburg voltou à situação militar de reserva, pela segunda vez.


Em 1920, nas suas memórias "Mein Leben" ("A Minha vida"), explica que a derrota Alemã na I Grande Guerra teve origem numa revolução interna, a qual pôs fim ao Império Alemão, com a instituição da República em 1919.


Em 1925 Hindenburg foi eleito segundo presidente da República de Weimar, após Friedrich Ebert.


Em 1930, com a depressão económica a tomar conta dos acontecimentos, o governo volta a cair e em Julho desse mesmo ano autoriza o Chanceler Heinrich Brüning a dissolver o Reichstag (Parlamento).


Em 1932 volta a concorrer às eleições presidenciais como o único candidato capaz de derrotar o partido Nazi de Adolf Hitler, o que veio a acontecer, e demite Heinrich Brüning do cargo de Chanceler, o único político competente que existiu na Alemanha de Weimar entre 1930 e Janeiro de 1933.


Nos últimos anos da sua presidência, Hindenburg foi fortemente influenciado por quem o rodeava. Embora não simpatizasse com Hitler, Hindenburg é influenciado a nomeá-lo como Chanceler em Janeiro de 1933.


Em Fevereiro desse mesmo ano, o edifício do Reichstag foi incendiado. Hitler conseguiu convencer o velho Presidente que o incêndio teria sido obra dos comunistas na Alemanha e que ele, como Presidente, deveria introduzir os Poderes de Emergência. Hindenburg prontamente concordou. Hitler também sabia como manipular o Presidente em relação ao medo que sentia do Comunismo. A introdução dos Poderes de Emergência, legais nos termos da Constituição, suspendiam várias liberdades civis e foram o início da transição, levada a cabo por Hitler, para um sistema totalitário.


Algum tempo depois, o Reichstag viria a dar poderes ditatoriais a Hitler. A partir dessa data, Hindenburg passou a ser uma simples figura decorativa no governo Germânico.


Hindenburg faleceu aos 86 anos, na Prússia, zona donde era originário, a 2 Agosto de 1934 e foi sepultado em Tannenburg. Hitler aproveitou a ocasião para lhe fazer um funeral de Estado. Com a sua morte, Hitler declarou o cargo de Presidente vago e, como "Führer und Reichskanzler" (Führer e Chanceler do Reich), auto proclamou-se Chefe de Estado.


Bibliografia: Artigo baseado on Wikipédia e no site www.historylearningsite.co.uk